domingo, 18 de abril de 2010

Confissões de um sábado (ou já é domingo?)

Entro no carro, ligo a chave e vou dirigindo pela Marginal Pinheiros para casa. Acabado um relacionamento, curto, mas um relacionamento. Entre todas as coisas que vou pensando enquanto dirijo, penso sobre minha confusão sentimental, o motivo. A gente precisa ter certeza de tudo, todo o tempo? Será que todo mundo é um pouco (ou muito) indeciso como eu? Não sei - estou indecisa sobre isso.


Vou lembrando das conversas com minha mãe: Se não temos certeza, não temos o sentimento suficiente. Também lembro das conversas (tão alegres) com a Tânia, num bar qualquer: É tão bom estar solteira, sair, se divertir. Das confissões com o Gui, amigo querido: Por que será que a gente busca uma paixão avassaladora e não um amor tranquilo?. Dos comentários do Pedro, meu irmão ciumento: Ele não é bom o suficiente para você.


No caminho, sozinha, acendo um cigarro e lembro da música Who is gonna drive you home tonight?. Respondo, triste e aliviada: Myself. Chegando na minha rua, um lugar comum me vem à mente: There is no place like home...



São tantas coisas que se passam nesses meus monólogos mentais que estou ligo o som  Quem sabe assim meus pensamentos párem de me atormentar e eu consiga relaxar e viver um pouco. Sim, tem horas que eu odeio essa minha mania de pensar sério demais sobre tudo! No computador, agora escrevo ao som dos meus mais queridos: Let it be, let it be... There will be an answer, let it be...

2 comentários:

  1. maybe, there's no answer. Maybe. But, there's life. and you have to much life!

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  2. "Como uma menina linda, inteligente, com trabalho e divertida como você está solteira?"

    Acho tão babaca gente q repete esses clichês...

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