Entro no carro, ligo a chave e vou dirigindo pela Marginal Pinheiros para casa. Acabado um relacionamento, curto, mas um relacionamento. Entre todas as coisas que vou pensando enquanto dirijo, penso sobre minha confusão sentimental, o motivo. A gente precisa ter certeza de tudo, todo o tempo? Será que todo mundo é um pouco (ou muito) indeciso como eu? Não sei - estou indecisa sobre isso.
Vou lembrando das conversas com minha mãe: Se não temos certeza, não temos o sentimento suficiente. Também lembro das conversas (tão alegres) com a Tânia, num bar qualquer: É tão bom estar solteira, sair, se divertir. Das confissões com o Gui, amigo querido: Por que será que a gente busca uma paixão avassaladora e não um amor tranquilo?. Dos comentários do Pedro, meu irmão ciumento: Ele não é bom o suficiente para você.
No caminho, sozinha, acendo um cigarro e lembro da música Who is gonna drive you home tonight?. Respondo, triste e aliviada: Myself. Chegando na minha rua, um lugar comum me vem à mente: There is no place like home...
São tantas coisas que se passam nesses meus monólogos mentais que estou ligo o som Quem sabe assim meus pensamentos párem de me atormentar e eu consiga relaxar e viver um pouco. Sim, tem horas que eu odeio essa minha mania de pensar sério demais sobre tudo! No computador, agora escrevo ao som dos meus mais queridos: Let it be, let it be... There will be an answer, let it be...

maybe, there's no answer. Maybe. But, there's life. and you have to much life!
ResponderExcluir"Como uma menina linda, inteligente, com trabalho e divertida como você está solteira?"
ResponderExcluirAcho tão babaca gente q repete esses clichês...