segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

And so this is Christmas!

Natal tinha graça quando eu era criança. Eu me lembro até hoje... Naquela época, vinha toda a família e eu ganhava um monte de presentes - brincava ali mesmo, na hora, no chão da sala. Na minha infância o tempo passava mais devagar e o Natal demorava para chegar. Parecia que era igual Copa: de 4 em 4 anos. Hoje, os Natais vão passando à rodo e me parecem, antes de uma ode ao consumismo, uma obrigação protocolar.







Talvez tenha mudado porque não há mais crianças fofinhas na família, todo mundo cresceu, tem suas próprias preocupações e planos. Ou talvez porque meu avô não está mais entre nós - ele sim sempre quis estar cercado de gente, filhos, netos, amigos. Acho que só terei Natais novamente quando formar a minha família (se formar).

Meu vô lembrava que, antes de tudo, o Natal é o nascimento de um homem que,  você há de concordar seja qual for sua religião, foi um dos melhores seres humanos que já pisou neste mundo (incluindo meu vô).  Passados 2009 anos, ainda não aprendemos a amar o próximo. Ou, como diz Millôr Ferandes:

 
"Amar o próximo é fácil, 
difícil é amar quem está do seu lado!"


Agora, se me dão licença, eu preciso continuar cumprimentando meus os amigos e familiares mandando um Power Point.

4 comentários:

  1. "obrigação protocolar". È exatamente isso. Um dia para as tias fuxiqueiras reunirem a familia e se abastecerem de novos desafetos, que serão o assunto principal de suas fofocas até o ano seguinte.

    Quanto ao melhor ser humano, há controvérsias, sobretudo no "seja qual for sua religião". Um muculmano provavelmente dirá que foi Maomé, um judeu que foi Salomão ou Davi, um budista que foi Buda, um chinês que foi Confúcio etc etc...

    Eu, como agnóstico quase ateu, fico entre Charles Bukowski ou o cara que inventou o walkman...

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  2. É carol, vocÊ já não é mais uma criança. Os seus já não tem a obrigação protocolar e a preocupação em fazer de você uma criança feliz e esperançosa na vida, no papai noel, em jesus cristo e nas pessoas. Você já é uma mulher.

    Também concordo que a ausência de um avô, avó, tio doidão ou primo brincalhão vão deixando as reuniões, jantares e brincadeira de natal cada vez mais sem um sentido, ou sentidos, e ficamos a nos perguntar aonde foi mesmo que este(s) se perdeu(ram). Mas, a vida, assim acredito é um constate fazer e refazer de sentidos, de novas pessoas, relações, sentimentos, a vida renova-se,assim como o nosso espírito natalino da época em que nosso avós eram vivos e nos ensinavam sobre "as coisas do mundo".
    E tenho finalizar novamente concordando com a ausência de amor ao próximo, mas há esperança, assim prefiro acreditar:

    "Entretanto alguns se salvaram e
    trouxeram a notícia
    de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,entre o fogo e o amor.

    Então, meu coração também pode crescer.
    Entre o amor e o fogo,
    entre a vida e o fogo,
    meu coração cresce dez metros e explode.
    – Ó vida futura! Nós te criaremos."

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  3. Sim, me expressei mal. O certo é: um dos melhores seres humanos.

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  4. Ah sim, com isso concordo sem dúvida. Em 3 anos passou de mero carpinteiro a lider da mais inteligente revolução cultural da história da humanidade, que inverteu todos os conceitos de seu próprio povo e estremeceu as bases do então inquestionável poderio romano.

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