sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A Educação em SP é auto-explicativa.

A atribuição de aulas no Estado é a maior farra. Fora  para os professores concursados, há vagas para candidatos interessados em aulas remanescentes. O único critério de seleção é o do tempo de serviço. Aí, vc se inscreve e concorre com uma galera - que está lecionando há 10 anos e nunca  foi aprovada em concurso. Se tempo fosse sinônimo de competência, tartaruga era a rainha da selva. 


Para tentar remediar a situação, este ano todos os candidatos fizeram uma prova , na qual me saí muito bem, diga-se. No entanto, o Sindicato foi lá e garantiu um peso quase mil para o tempo de serviço, e um peso quase nulo para a prova. Resultado: a prova nada adiantou, e eu perdi cinco horas de uma manhã ensolarada de domingo.


Até quantos anos você pode contar uma atividade como experiência? Digo, depois de 10 anos de experiência, não vira repetição? Em carreiras como o magistério, tende a ser perigoso. O professor pode mecanizar suas práticas e não se abrir para novas perspectivas... Eu disse pode, tá? Não ocorre necessariamente. Este post tá longe de ser preconceituoso.





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2 comentários:

  1. É o velho proteccionismo nocivo do sindicato, Carol.

    Em uma entrevista pra Veja, o secretário de educação do estado afirmou que o governo tenta implementar muitas medidas pra renovar o ensino e melhorar as condições, mas o SINDICATO sempre dá um jeito de mobilizar a categoria e barrar as coisas, de forma a não prejudicar a PANELINHA dos mais velhos.

    Infelizmente, isso coíbe a concorrência no setor e compromete gravemente a qualidade do ensino.Somente um órgão tem mais poder perante o governo do que o sindicato : a sociedade, o povo.

    Enquanto as pessoas não tomarem as ruas, sindicatos e organizações politicas irão dominar o que chamamos de país.

    E tenho dito.

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  2. "Se tempo fosse sinônimo de competência, tartaruga era a rainha da selva. "
    Boa!

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