... ou a arte imitando a vida?
"... me vem um sentimento que já não é só tristeza. Um enorme cansaço. Uma desistência da alma dentro de mim. A mágoa profunda de ver perdida a colheita de esperança. Essa gente - aos milhares - que espera em cima do último telhado está desenhando outros deuses: os helicópteros que descem dos céus para os salvar. Vejo as imagens na televisão e não tenho outra defesa contra a lágrima. Como uma erva já sem raiz, a mãe carrega seu filho nas costas, vai subindo nos céus. Lá em baixo tudo é rio, torrente e lama. A morte servindo-se dos mesmos materiais da vida"

Terrivelmente coincidente. Parece mesmo que ela escreveu olhando essas imagens.
ResponderExcluirMudando um pouco de assunto, a notícia mais bizarra deste final de semana era sobre o congestionamento de curiosos que foram a São Luiz, não para ajudar, mas para VER a cidade destruída. Que tipo de mente doentia sai de casa num domingo á tarde e pega estrada pra assistir a desgraça alheia?
ps. O layout antigo era melhor.
Há um tempo atrás estava a ouvir uma amiga dizendo que os desastres naturais são hoje muito maiores e mais frequentes do que outrora foram. Eu aleguei na época, que a cobertura internacional dos eventos hoje é que é maior.
ResponderExcluirMas, hoje, começo a pensar que o mundo natural está em plena transformação mesmo, e que o ser humano sempre tão prepotente e orgulhoso do controle sobre a natureza a cada dia vai se observando ínfimo e passageiro na vida deste planetinha azul, e a vida prossegue e esta é muito maior, infinitamente maior do que nós, apesar de nos compreendermos também como vida.
Tenho que discordar do amigo acima, Ricardo, eu gostei do layout.