segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A humanidade é uma só.

Passei um fim de samana maravilhoso passeando por Sampa, com uma companhia que não poderia ter sido melhor. Sábado cineminha e cervejinha na Rua Augusta, domingo rolêzinho na feirinha da Liberdade, depois, Praça da República. Como sempre, já sinto saudade de você.

Mas o papo não é esse. De um metrô pro outro, além de todas essas coisas bacanas, a gente vê uma outra cidade. Uma cidade que não conhece a esperança, que não conhece o amor. Uma gente marcada pela miséria, pela necessidade, pela violência.

Não sei o que posso fazer. Talvez valorizar mais o fato de eu ter um teto? Agradecer a sorte de ter nascido em uma família que sobrevive dignamente? Ajudar como eu puder? Não sei... Não sei... A única certeza que eu tenho é que sinto uma dor.

Aquela pessoa deitada ali, antes de ser qualquer coisa, é ser-humano como eu. Não importa a classe social, se japonês, brasileiro, boliviano... A humanidade é uma só e eu não posso fingir que sou cega. Eu vejo, vc vê, todos vêem. Não dá pra fingir que não é problema nosso.

Por hoje é só um desabafo e já fui.

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